Rui Cardoso Martins

Rui Cardoso Martins (Portalegre,1967), é escritor, cronista, argumentista, dramaturgo. Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, foi repórter na fundação do Público em 1990. O primeiro romance “E Se Eu Gostasse Muito de Morrer” (D. Quixote, 2006) foi traduzido em espanhol, inglês, húngaro, russo e francês. “Deixem Passar o Homem Invisível” (2009) valeu-lhe o Grande Prémio de Romance da Associação Portuguesa de Escritores (APE). Lançou ainda “Se Fosse Fácil Era para os Outros” (2012), “O Osso da Borboleta” (2014) e “Levante-se o Réu” (2015), recolha de crónicas de tribunal editadas durante anos no jornal Público, com as quais ganhou dois prémios Gazeta de Jornalismo e o Grande Prémio Crónica da APE (2017). É autor ou co-autor de argumentos e guiões de longas-metragens como “A Herdade”, de Tiago Guedes, candidato ao Leão de Ouro de Veneza 2019, de “Mal Viver/Viver mal/Hotel do Rio”, de João Canijo, Urso de Prata em Berlim 2023, de “Sombras Brancas” (com Fernando Vendrell), de “Câmara Lenta” (última obra do mestre Fernando Lopes), “Duas Mulheres” ou “Zona J”. Cardoso Martins é co-autor (com Edgar Medina e Guilherme Mendonça) das séries “Sul”, “Causa Própria” e “Matilha”. Co-criador dos programas de humor “Contra-Informação”, “Herman Enciclopédia”, “Estado de Graça”, “Conversa da Treta”. Em 2017, recebeu a Bolsa de Residência Literária Camões Berlim, durante a qual escreveu a peça dramática “Última Hora”, estreada no TNDM II e editada pela Tinta-da-china. É um dos autores da peça “A Sorte Que Tivemos”, com que o Teatro de Almada comemorou os 50 anos do 25 de Abril e o responsável, em 2024, do curso “O Sentido dos Mestres”, do Festival Internacional de Teatro de Almada. Tem contos em revistas nacionais e internacionais. É professor universitário de Crónica (FCSH) e de argumento de Cinema e Televisão (Lusófona). Editou em 2024 o seu quinto romance, “As Melhoras da Morte”.