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Comunidades e Profissionais para o Futuro: Agir Hoje

Aproximar comunidades, definir estratégias, criar espaços de aprendizagem, colaborar para uma sociedade aberta e sustentável, preservar a memória digital, valorizar a cocriação, desenvolver infraestruturas, acompanhar as novas tendências e pensar em novos serviços e funções, são alguns dos tópicos propostos a debate para o 14º Congresso Nacional da BAD, sob o tema Comunidades e Profissionais para o Futuro: Agir Hoje.

Os profissionais da informação e da documentação enfrentam novos desafios que testam constantemente o seu desempenho e das organizações a que pertencem. Criar e potenciar condições sustentáveis, quer seja pela definição de estratégias ou pela criação de sinergias e parcerias, são determinantes para a desejada sustentabilidade, reafirmação da profissão e reconhecimento social.

Aceder à informação e promover o conhecimento pede reinvenção dos serviços, dos equipamentos, das infraestruturas. A transformação digital a que assistimos e atravessamos obriga à definição e implementação de caminhos que acompanhem as novas tendências provando a necessária intervenção social destes profissionais como agentes de mudança numa sociedade cada vez mais aberta.

É preciso Agir Hoje para salvaguardar o futuro.

O tema geral do 14º Congresso Nacional da BAD subdivide-se em 3 subtemas:

  • Dinamização de organizações, projetos e redes
  • Capacitação e protagonismo numa sociedade aberta e sustentável
  • Implementação de tecnologias e reinvenção de serviços

Dinamização de Organizações, Projetos e Redes

A atualidade tem colocado à prova a capacidade de resiliência e de sustentabilidade no que diz respeito à dinamização das organizações, de projetos e de redes. Importa garantir que os profissionais se empenhem em inspirar e aproximar comunidades, norteados pelos princípios da Agenda 2030, reafirmando o seu papel central na geração de redes mediante o desenvolvimento de ações conjuntas, cooperantes e de incentivo à promoção de políticas participativas e mobilizadoras de prosperidade e bem-estar.

Os profissionais de informação devem dedicar-se a procurar as melhores estratégias para desenvolver estas parcerias, alinhar propósitos baseados na partilha e em potenciar recursos humanos, técnicos, financeiros e tecnológicos para cumprir este desiderato.

A dinamização de organizações, projetos e redes deve ser acompanhada por políticas de informação atualizadas, práticas e adaptadas à realidade que, em conjunto com instrumentos legais e normativos, possam garantir a transparência administrativa e a regulação de ações empreendedoras junto das comunidades.

Face a estes desafios, este subtema inclui práticas, estudos, reflexões e projetos que abordem:

  • Soluções das organizações e uso das tecnologias para garantir projetos cooperativos
  • Capacidade de resiliência e de sustentabilidade das organizações e das suas comunidades
  • Redes, políticas participativas e estratégias para inspirar e aproximar os cidadãos
  • Transparência administrativa e informativa
  • Modalidades de implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

Capacitação e Protagonismo numa Sociedade Aberta e Sustentável

Para enfrentar os desafios sociais e atender a necessidades futuras e combater as desigualdades persistentes, é necessário criar espaços de aprendizagem e de construção de conhecimento que conferem um papel central à responsabilidade ambiental, à empatia e à compreensão abrangente dos sistemas de informação. Sensibilizar e criar as bases estruturais de uma sociedade vista de outra perspetiva, aberta, sustentável e inspiradora das literacias e de novas formas de acesso à informação, relevando os direitos humanos na sua missão de liberdade e de acesso à cultura, valores que nos tempos atuais adquirem novos significados.

Combater a desinformação, garantindo a ética na utilização da informação são vetores fundamentais que os profissionais devem ter presentes e transmitir, no sentido de capacitar a sociedade para assegurar a preservação da memória digital, com vista ao acesso universal à informação.

É importante valorizar a realização coletiva, a cocriação, a experiência e instigar as boas práticas na gestão do património cultural, cooperação e solidariedade, sem esquecer a responsabilidade com o planeta e a sustentabilidade. Este protagonismo e empoderamento crescente da sociedade não pode deixar de lado a inclusão, a equidade e a diversidade, para uma participação cidadã plenamente aberta, informada e livre, desejável em democracia, que passa por contribuir para a capacidade de integração dos indivíduos no desenvolvimento de literacias múltiplas e fluência digital.

Face a estes desafios, este subtema inclui práticas, estudos, reflexões e projetos que abordem:

  • Ética e combate à desinformação
  • Capacitação em fluência digital e literacias
  • Cidadania, participação, inclusão e responsabilidade social
  • Acesso universal à informação, ao conhecimento e à cultura
  • Preservação da memória e do património material e imaterial

Implementação de Tecnologias e Reinvenção de Serviços

A evolução das tecnologias tem trazido alterações radicais na forma como se acede à informação e como se constrói conhecimento que caracteriza o mundo atual e futuro. Reinvenções que influem na configuração do ambiente social e natural, na arquitetura dos espaços e nas equipas, são fatores organizacionais que impactam transformações no meio profissional.

Os profissionais são instigados a desenvolver infraestruturas, sistemas e redes de informação e a criar serviços inovadores, com o objetivo de apoiar a comunidade no uso da informação digital e na construção de conhecimento, enquanto perspetivam e facilitam a transformação digital. Como agentes de mudança, devem assumir o pioneirismo tecnológico na implementação de novas tendências emergentes e estratégicas, em torno da intervenção em domínios como espaços (físicos e digitais) participados e inclusivos para a aprendizagem, descoberta e criação de conhecimento e a fruição cultural.

Aos profissionais da informação cabe a função de acompanhar as tendências emergentes através do desenvolvimento de novos serviços e funções que poderão passar por makerspaces, aprendizagem mobile, coworking, gamificação ou aplicativos de leitura. São ações que devem ser levadas a cabo sem esquecer os direitos de autor no meio digital, o licenciamento aberto de conteúdos digitais, o acesso aberto e os dados abertos, a mineração de dados (Data Mining) ou a criação de conteúdos educativos, incluindo a incorporação da realidade virtual, a Inteligência Artificial (IA), o design thinking, blockchain ou a internet das coisas, entre outras.

Devem ser privilegiados o valor social e experiencial dos programas e serviços, a interoperabilidade, a acessibilidade e a cibersegurança, que permitam construir comunidade e identidade, ao promover uma atitude mais aberta à sociedade através da aproximação de indivíduos em torno de uma cultura partilhada e/ou participativa.

Face a estes desafios, este subtema inclui práticas, estudos, reflexões e projetos que abordem:

  • Novas tendências e oportunidades da profissão
  • Estratégias e serviços desenvolvidos em plataformas colaborativas
  • Programas, plataformas e suportes tecnológicos para o acesso à informação
  • Redes sociais e de comunicação na construção de conhecimento
  • Informação digital e sustentabilidade das inovações tecnológicas
  • Novos espaços, serviços e funções

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